Precisamos falar sobre Alzheimer

Você sabia que por muito tempo o Alzheimer foi considerado “caduquice”?

Isso porque acomete majoritariamente pessoas idosas. Mas, na realidade, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela perda das funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem).

Os impactos cognitivos acontecem devido à morte das células cerebrais, porém os fatores que causam isso e, consequentemente, o Alzheimer, ainda são desconhecidos. Estudos revelam que algumas lesões cerebrais são particulares do Alzheimer, como surgimento nas placas senis e redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses).

Embora ainda não exista cura, o Alzheimer não pode ser negligenciado. O ideal é que sintomas suspeitos sejam investigados assim que surgirem para possibilitar um possível diagnóstico precoce, que facilitará no retardo e controle dos sintomas desta doença que afeta mais de 1,2 milhão de brasileiros.

Fatores de risco

Como citado, as causas do Alzheimer ainda são cientificamente indefinidas, mas alguns fatores de riscos contribuem para o seu desenvolvimento. A idade é o principal fator e coloca pessoas com mais de 65 anos em um grupo de risco que dobra a cada cinco anos.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é relevante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com a Doença de Alzheimer.

Fatores de risco como obesidade, tabagismo e sedentarismo também estão relacionados ao desenvolvimento do Alzheimer.

Sinais que podem indicar o Alzheimer

É muito comum que os sintomas iniciais do Alzheimer sejam confundidos com o processo de envelhecimento natural ou com outros tipos de demência. No entanto, essa confusão faz com que o paciente e seus familiares adiem a busca por uma orientação profissional, provocando um diagnóstico tardio. 

Os quadros de demência apresentam um início lento dos sintomas, podendo levar meses ou até mesmo anos, mas tendo uma piora progressiva das funções cerebrais. Portanto, é fundamental ficar atento a sinais como:

  • Esquecimento total ou de alguma parte de um acontecimento;
  • Perda progressiva da capacidade de seguir indicações verbais ou escritas;
  • Dificuldades de executar tarefas básicas como tomar banho, vestir-se ou alimentar-se;
  • Incapacidade de manter o raciocínio ou lembrar-se das palavras;
  • Ocorrência de alterações abruptas de humor e personalidade.

Diagnóstico

Alguns comprometimentos cognitivos, mesmo leves, podem indicar o Alzheimer. Mas, você deve estar se perguntando sobre os mecanismos existentes hoje que podem detectar esses comprometimentos, certo?

A certeza do diagnóstico do Alzheimer só pode ser obtida por meio do exame microscópico do tecido cerebral, porém, ele só é feito após o falecimento do paciente. Antes disso, o exame não é indicado por apresentar risco ao paciente. Uma forma mais direta de se obter um diagnóstico um pouco mais preciso, orienta-se a realização de testes como Biomarcadores de Alzheimer no Liquido Cefalorraqueano.

Na prática, o diagnóstico se baseado na história clínica do paciente. É solicitada uma bateria de exames para avaliar profundamente as funções cognitivas, pois o mapeamento pode ser útil na programação do tratamento de estimulação cognitiva, que considera as habilidades que merecem investimento para serem preservadas e outras que precisam ser compensadas.

Função do exame de líquor no diagnóstico da doença

Atualmente, com a análise do Líquido Cefalorraqueano (Líquor), que banha todo o cérebro e a medula espinal, é possível diagnosticar determinados processos anormais ou doenças que acometem o Sistema Nervoso Central.

A análise tem a função de excluir outras condições que, possivelmente, podem ter seus sintomas confundidos com o Alzheimer como, por exemplo, a Neurossífilis e Doença de Creutzfeldt-Jakob.

Desta forma, o exame que analisa o Líquido Cefalorraqueano torna-se fundamental para o diagnóstico precoce do Alzheimer e, consequentemente, para o tratamento, que tem como principal finalidade retardar o desenvolvimento da doença.

Os avanços atuais da medicina estão possibilitando aos pacientes uma sobrevida maior, bem como mais qualidade de vida, mesmo na fase grave da doença. Além dos tratamentos realizados por meio de medicamentos, há também atividades especialmente direcionadas à estimulação cognitiva, social e física dos pacientes que convivem com o Alzheimer.

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